Rio de Frades Inf.

Este slideshow necessita de JavaScript.

O calor já apertava quando chegamos à ponte que dá acesso à entrada do tramo inferior do canyon do Rio de Frades. Como éramos apenas quatro fizemos a descida com um ritmo bastante regular. Apesar de ser um fim de semana prolongado não apanhamos muito “trânsito” no rio. A Vanessa esteve em grande ao surpreender-nos com um salto para uma bacia de uma altura já razoável. Penso que o salto de maior altura anterior terá sido na bacia final do rio Âncora. O Nuno e o Fofoni puderam fazer um remember dos saltos na piscina de Espinho do tempo em que ainda havia os saltos das três pranchas para um tanque com cinco metros de profundidade de água.

Saltadouro

Este slideshow necessita de JavaScript.

Finalmente fiz o Saltadouro! Já andava para descer este rio há mais de dois anos mas acabava sempre por ficar para a próxima. Com a boa companhia do Devesas e do Capela fizemos a descida em cerca de 3h30. A subida de regresso ao local de partida carregado com a mochila e debaixo de um sol escaldante já serviu de treino para a UTSF!

 

Serra da Peneda

Foi de véspera que decidimos onde passar o fim de semana prolongado. Acabamos por decidir rumar a Norte em direcção à Serra da Peneda e acampar no parque de campismo de Lamas de Mouro. A última vez que por lá tínhamos passado havia sido na travessia dos Parques Peneda – Gerês organizada pelo NME à uns dez anos talvez… Dessa visita tinha a recordação de um parque de campismo onde o verde se misturava com os sons da passarada…

Acabamos por chegar a Lamas de Mouro ao final da tarde. Montada a tenda seguimos para Castro Laboreiro onde um naco de carne nos aguardava. Com a barriga cheia subimos ao castelo a tempo de ver o que restava do pôr do sol. Sossego…

Deviam ser umas dez e meia quando fomos dormir. No campo, é assim…

Acordamos não tão cedo como seria suposto mas como não havia nada planeado podíamos dar-nos a este pequeno luxo. Pegamos nas bicicletas e lá fomos nós, sem destino. Seguimos na direcção de Castro Laboreiro e continuamos sempre em frente na expectativa de encontrar umas lagoas que uma tabuleta anunciava como estando a 6 km de Castro Laboreiro.

Andamos, andamos, até que chegamos a um planalto e lagoas, nada! O calor começava a apertar… Entretanto, passamos pela carrinha de distribuição do pão (sim, porque isto de haver pão feito nos fornos destas aldeias aqui perdidas é algo que, em grande medida, apenas existe no nosso imaginário) e perguntamos – “Sabe onde ficam as lagoas?”, ao que nos respondem – “Lagoas não conheço nenhumas, não serão Mamoas?!”. OK, não há lagoas, ao menos aproveitamos para visitar a ponte “celta” na aldeia de Portos. Esta aldeia marca o fim da estrada. Do lado de lá é a Galiza.

Comemos o resto do naco de carne do jantar do dia anterior e seguimos viagem. Se não fossem as bicicletas e as roupas folclóricas podia muito bem ter sido uma cena retirada dos “Pilares da Terra”. Eu, a lutar com um resto de carne qual lobo ibérico esfomeado, em pleno ambiente medieval.

Agora o caminho era quase sempre a descer. A Vanessa aproveitou logo para demonstrar os seus dotes de downhill chegando mesmo ao ponto de ter deixado um condutor boquiaberto com as suas derrapagens alucinantes.

Como ainda era cedo, resolvemos seguir na direcção do santuário da Senhora do Numão que se situa próximo da base do Anamão. A falta do café fez-se sentir e a Vanessa aproveitou a ocasião para deixar que as correntes telúricas que fluem pelos maciços graníticos destas ancestrais paisagens tomassem conta do seu espírito.

Resolvemos regressar a Lamas de Mouro. 40 km foi a conta apresentada. Como se não bastasse ainda havia fôlego para dar uma corridinha por um PR circular junto ao parque de campismo (4.5 km). Foi a estreia da Vanessa no trail running! E, considerando os 40 km que já levava nas pernas, portou-se muito bem!